Setembro Amarelo: a relação entre o bolso e a saúde mental

Setembro Amarelo: a relação entre o bolso e a saúde mental

Resumo da notícia: O artigo aborda a ligação direta entre as finanças e o adoecimento psicológico, tema de destaque no Setembro Amarelo, incluindo estudos internacionais sobre o tema. A matéria aponta riscos das apostas online e traz dicas práticas de organização de gastos. A ideia central é mostrar que cuidar do bem-estar diário é uma necessidade básica, e não um luxo.

Principais Pontos Destacados:

  • No mês da Saúde Mental, dicas práticas para manter o orçamento equilibrado e reduzir a ansiedade e a preocupação com as contas e o futuro;
  • O impacto negativo das dívidas no bem-estar diário; os perigos reais das apostas esportivas e dos jogos online; e a necessidade de não estigmatizar saúde mental e problemas financeiros;
  • Como cooperados COCRED podem fazer da saúde financeira um investimento na própria saúde mental. 

A falta de dinheiro gera noites mal dormidas e conflitos diários. Além disso, causa quadros graves de ansiedade e de angústia, em especial quando há excesso de dívidas envolvidas, e tomada impulsiva de decisão.

Nesse sentido, a COCRED aproveita o gancho do Setembro Amarelo, mês de conscientização sobre a saúde mental e a valorização da vida, para lembrar que a relação entre o bolso e equilíbrio psicológico exige foco e cuidado contínuo.

Por pior que esteja a situação financeira de um indivíduo, tenha sempre em mente: há solução, mesmo que não seja definitiva ou demande uma condição financeira diferente por algum tempo.

A única coisa que ninguém é capaz de devolver ou recuperar depois que perde é a chance de estar vivo – respire fundo e busque ajuda. 

Se precisar, peça ajuda:

  • Ligue 188 – Centro de Valorização da Vida (CVV)🎗️

O peso das dívidas na saúde mental de todos

Antes de mais nada, é preciso saber que todo mundo pode sofrer um revés financeiro em uma crise ou por descontrole pessoal – temos exemplos de todo tipo na história, da Quebra da Bolsa de 1929, que afetou milionários da época; até a presente alta dos juros no Brasil, que vem encarecendo o custo de vida da população.

A questão é que isso não afeta apenas o saldo financeiro da pessoa. A falta de dinheiro impacta a rotina de forma profunda, gerando muita angústia. Pessoas endividadas relatam altos níveis de estresse e de medo e a preocupação contínua prejudica trabalho e relacionamentos.

Um estudo sueco de 2022 avaliou homens e mulheres entre 18 e 64 anos de idade que tiveram uma dívida registrada no cadastro da Autoridade Sueca de Execução entre 2015 e 2017. A pesquisa revelou que “a impossibilidade de pagar é frequentemente internalizada como uma falha pessoal profunda, gerando emoções negativas intensas”, tornando a situação um fator direto para suicídio. 

Outro levantamento, conduzida por pesquisadores do Reino Unido a partir da revisão de 40 trabalhos internacionais sobre o tema, apontou que tanto indicadores econômicos objetivos (como a pobreza e a privação material) quanto a percepção subjetiva do estresse financeiro (a preocupação constante com a incerteza do futuro) são mecanismos centrais para o desenvolvimento da depressão.

Recorrer, portanto, a políticas públicas de saúde mental ou a ajuda financeira subsidiada não deve ser visto como problema, principalmente se devolverem sua paz. Seja para tratamento ou para obter condições que garantam o cumprimento de pagamentos e continuidade de negócios, essas opções são formas da sociedade proteger o grupo cuidando de cada indivíduo. 

Como as apostas ameaçam o orçamento diário

Nos últimos anos, as apostas esportivas viraram febre em todo o país. As chamadas “bets” prometem ganhos rápidos e iludem muitas famílias. Contudo, a realidade costuma ser dura e traz muitos prejuízos. O vício em jogos causa perdas de dinheiro e de patrimônio.

Em casos extremos, o endividamento leva a finais muito tristes e relatos de suicídio ligados às perdas de dinheiro acendem um alerta para a saúde mental. 

No artigo “It feels like the world is falling on your head” (2025), pesquisadores britânicos apontam que a instabilidade financeira e o emprego precário levam a um ciclo vicioso onde o estigma duplo (problemas financeiros e de saúde mental) isolam severamente os indivíduos e criam barreiras para a busca por ajuda. 

No Brasil, uma pesquisa sobre bets publicada na Revista Praxis ano passado mostra como a facilidade de acesso às plataformas digitais no país, desde a legalização ampliada em 2018, tem criado necessidade urgente de medidas intersetoriais e regulatórias.

As consequências nos usuários, agravadas pela publicidade massiva do setor, incluem ansiedade, depressão, endividamento, isolamento social e tentativas de suicídio.

Educação financeira e os ganhos para o indivíduo

Aprender a gerir os recursos disponíveis e a identificar falsas promessas de dinheiro rápido são os primeiros passos para a segurança financeira de toda a família. Uma sociedade de pessoas, como a COCRED, apoia o aprendizado diário e estimula que aconteça desde a infância e a adolescência.

Com soluções justas para cada cooperado prosperar, o sistema cooperativo investe no ganho coletivo e tem na educação financeira um recurso valioso.  

Depois das contas sanadas, é importante, por exemplo, pensar em criar uma reserva de emergência para lidar com imprevistos – vale tanto para pessoas físicas quanto jurídicas e o ideal é reservar o suficiente para pelo menos 6 meses de gastos essenciais. 

Esse fundo garante paz em momentos difíceis e blinda a saúde mental, protegendo contra as oscilações da economia. Outra dica é viver um degrau abaixo da renda para que sempre sobre verba para guardar e investir.

 A organização dos gastos exige disciplina e foco nos objetivos. Comece anotando despesas e entenda para onde seu dinheiro costuma ser destinado e como é possível economizar. A ansiedade diminui quando sabemos onde estamos pisando a cada mês. 

🔗Leia também: Renda passiva: o que é e como construir a sua de forma segura

Investir no bem-estar é uma necessidade

Muitos encaram o cuidado pessoal como algo fútil ou muito caro. Fazer terapia ou praticar esportes parece luxo para poucas pessoas, mas são hábitos que ajudam a controlar parte das comorbidades físicas e mentais mais comuns, como hipertensão, diabetes, ansiedades, obesidade por alimentação compulsiva, depressão, entre outros. 

Com boa alimentação (sem ultraprocessados e mais comida fresca), atividade regular e sono de qualidade, o corpo tende a evitar desequilíbrios que levam ou aceleram doenças graves, como ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e  demência. Uma rotina equilibrada previne gastos maiores com remédios no futuro.

Mente e corpo precisam ser cuidados junto, incluindo tempo de lazer e descanso. Lembre que se o lado psicológico adoece, a produtividade no trabalho cai e a renda da família também. 

 A COCRED sabe que o valor humano vem sempre em primeiro lugar. Cuidar de si é o melhor investimento possível para a sua jornada. Se você precisa de apoio para organizar as finanças, conte com a COCRED.

Oferecemos opções justas para o cooperado colocar a vida nos trilhos. Visite uma de nossas agências, converse com os especialistas e cuide de você e do seu futuro.

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