Dicionário financeiro: entenda os termos do mercado

Dicionário financeiro: entenda os termos do mercado

Conhecer termos e siglas do mercado financeiro faz a diferença para quem quer entender a economia nacional e fazer bons investimentos no Brasil.

Por isso, a COCRED montou um Dicionário Financeiro com os principais vocabulários e conceitos básicos, pois quando dominamos o significado de conceitos básicos, fazemos escolhas muito mais conscientes sobre o dinheiro.

O glossário a seguir é simples e direto, feito para estar sempre em mãos na hora de organizar as próprias finanças ou tomar alguma decisão de negócios.

Quem compreende essa dinâmica, protege o patrimônio, então confira a seleção da COCRED com as expressões mais pesquisadas nos sites de busca para acompanhar o cenário econômico com mais segurança e autonomia.

Taxa Selic e IPCA: a base da economia

A Taxa Selic é a taxa básica da nossa economia, influenciando outras taxas de juros, como as de empréstimos, financiamentos e aplicações financeiras. É determinada pelo Banco Central (Bacen) e tida como principal instrumento para controle da inflação no país.

Quando a Selic sobe, o crédito fica mais caro, o que costuma frear o consumo. Por outro lado, quem investe também recebe ganhos melhores.

Se a Selic cai, o acesso ao crédito se torna mais barato e os retornos de aplicações mais baixos. As projeções do Bacen para Selic são divulgadas semanalmente pelo Relatório Focus.

Já o IPCA significa “Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo” e é o indicador oficial da inflação no Brasil, calculado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na prática, mede a variação de preços de um conjunto de produtos e serviços, indicando as mudanças no custo de vida das famílias.

Compreender a relação entre essas duas siglas é essencial para qualquer investidor. Quando a inflação sobe, o poder de compra da moeda diminui gradativamente. Por consequência, a taxa de juros precisa ser ajustada para equilibrar a estabilidade da nossa moeda.

CDI e a segurança do investimento

O Certificado de Depósito Interbancário (CDI) é um título emitido exclusivamente entre instituições financeiras e com duração de apenas um dia.

A sigla também dá nome à taxa de juros média dessas operações, sendo o principal indexador de rentabilidade do mercado de renda fixa.  

Por exigência do Bacen, todo banco precisa de saldo de caixa positivo ao final do expediente. Porém, se houver mais saques que depósitos em um dia, os bancos emprestam dinheiro entre si para cumprir a norma.

Em garantia a esse empréstimo de um dia para o outro, a instituição em déficit emite um título CDI para a superavitária. Para quem é investidor, o CDI é importante porque tem um percentual atrelado aos juros que serão pagos por aplicações como CDBs, LCIs, LCAs e fundos de investimento.

Exemplo: se a taxa CDI anual acumulada for de 5% e você investir em um CDB que paga “100% do CDI”, seu retorno de investimento será 5% naquele ano.

Siglas da renda fixa

CDB significa “Certificado de Depósito Bancário”, um título muito popular. Ao aplicar nesse ativo, você empresta dinheiro para uma instituição financeira em troca de juros. É uma opção muito buscada na renda fixa pela segurança e previsibilidade. 

Nas cooperativas, o equivalente ainda mais vantajoso é o RDC (Recibo de Depósito Cooperativo), que é exclusivo para cooperados e, além da rentabilidade, gera participação nas sobras (lucros) da sociedade de pessoas. 

Para captar dinheiro e financiar atividades dos setores agropecuário e imobiliário, as instituições financeiras oferecem aos investidores também a chamada Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) e Letra de Crédito Imobiliário (LCI).

Ambos possuem rendimento totalmente isento de Imposto de Renda para pessoa física (PF) e, devido aos prazos mínimos de permanência (superiores a 30 dias, entre 9 e 12 meses totais para saque), também não sofrem desconto de IOF. 

Todos esses títulos possuem excelentes redes de segurança: enquanto os emitidos por bancos (CDB, LCI, LCA) são protegidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos), o RDC das cooperativas é protegido pelo FGCoop (Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito).

Ambos asseguram o pagamento de até R$ 250 mil por CPF caso a instituição passe por dificuldades, trazendo total tranquilidade para o investidor 

🔗Leia também: Invista com a Sicoob Cocred: LCA e RDC 

Poupança, Tesouro Direto e Renda Variável

Um dos investimentos de renda fixa mais conhecidos no Brasil é a Caderneta de  Poupança, que geralmente rende menos que a inflação – isso significa que, embora o saldo suba, o poder de compra real diminui. A poupança é isenta de impostos para PF e rende juros mensalmente na chamada “data de aniversário.” Você pode depositar ou sacar qualquer montante a qualquer momento, mas se “liquidar” (retirar) antes de completar 30 dias na conta, você perde o rendimento do período. 

Já o Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional criado em parceria com a B3 (Bolsa de Valores), que permite a qualquer pessoa física comprar títulos públicos federais pela internet com valores a partir de R$ 30. Quando você investe no Tesouro, empresta dinheiro para o governo em troca de uma rentabilidade. 

Há opções atreladas à Selic (ideais para reserva de emergência) e outras com rentabilidade  definida no momento da compra (Tesouro Pré-Fixado, indicado para quem quer saber quanto vai receber na data de vencimento). 

A versão Tesouro IPCA+ paga uma taxa fixa mais a variação da inflação (IPCA), garantindo um ganho real no médio e longo prazo. Também existem títulos temáticos, como Tesouro RendA+, para complemento de previdência, ou Tesouro Educa+, que paga uma espécie de “mesada” para custear estudos.

Por fim, existe a renda variável, que se dá através da B3. Chamadas de ações, as cotas de empresas negociadas na bolsa têm riscos e potenciais ganhos grandes. No modelo, o Ibovespa é o principal indicador do mercado brasileiro. 

A COCRED espera que este guia rápido traga clareza para a sua rotina diária. Afinal, a informação de qualidade é a melhor ferramenta para construir prosperidade. 

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