| Resumo da notícia: Este artigo analisa os efeitos do El Niño na agricultura brasileira, trazendo dados sobre as culturas afetadas e o cenário climático nos próximos meses. Veja como você, cooperado, pode se estruturar em meio às oscilações. Principais Pontos Destacados:
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O clima dita o ritmo e o sucesso da agricultura. Por essa razão, produtores estão em alerta com a chegada de um “Super El Niño” em 2026.
O fenômeno climático intensifica ondas de calor e é bem conhecido no Brasil pelos estragos que causa, como seca extrema e inundações. Especialistas em clima e agricultura têm reforçado, porém, que o impacto da anomalia climática deve ser particularmente forte nos próximos meses, com os primeiros problemas podendo surgir ainda em outubro.
No texto a seguir, a COCRED destaca quais são esses impactos para a lavoura e como isso vai afetar a rentabilidade no campo.
Compreender essas mudanças é essencial para quem quer proteger a próxima Safra e o patrimônio. Veja a seguir quais culturas sofrem com o El Niño, como se preparar na fazenda e como a cooperativa pode ajudar com o seguro rural e o enfrentamento de problemas gerados pelas mudanças climáticas .
O que é Super El Niño no campo
O El Niño é um fenômeno climático que altera o padrão de chuvas no Brasil. A anomalia aquece as águas do Oceano Pacífico e, dessa forma, muda a circulação atmosférica global.
No Brasil, os efeitos do El Niño no Campo variam bastante por região. O Sul sofre com o excesso de chuva. Por outro lado, o Norte e o Nordeste enfrentam secas. Já o Centro-Oeste registra muito calor.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) monitora essas alterações e, este ano, em parceria com órgãos federais, tem divulgado, desde junho, um boletim sobre o Super El Niño. O documento é mensal e focado no acompanhamento, previsões e possíveis impactos do fenômeno climático no Brasil, em 2026 – vale a leitura.
Participam com dados e análises do material: INMET, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN), Serviço Geológico do Brasil (SGB) e Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC).
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Projeções de clima: o cenário vai piorar?
O ápice do super El Niño deve ocorrer entre a primavera de 2026 e o verão de 2027, com persistência prevista pelo menos até o primeiro trimestre de 2027. Há alerta máximo para seca extrema e risco de incêndios florestais no Centro-Norte. No Sul, a previsão é de chuvas acima da média histórica, com riscos associados de cheias e inundações.
As temperaturas devem permanecer acima do normal em praticamente todo o território, elevando a probabilidade de ondas de calor intensas.
Modelos meteorológicos indicam oscilações em sequência, com mudanças de clima intensas.
Que culturas serão afetadas e como preparar a lavoura
No passado, o El Niño reduziu a produtividade de várias culturas. O atraso no plantio da soja é um reflexo. Além disso, as chuvas prejudicam a colheita do trigo. No Matopiba, a falta de água castiga o milho.
Em anos de El Niño forte, como 2026, o estresse hídrico aumenta e pode faltar água e a quebra de safra vira um risco alto. Culturas de sequeiro – a exemplo de leguminosas, forrageiros, cereais e frutas -, têm o plantio feito durante as chuvas e são, portanto, as mais vulneráveis ao calor. Algodão e a cana também são afetadas, pois a oscilação térmica prejudica o crescimento das plantas.
De acordo com nota técnica da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), é preciso adaptação para lidar com o novo cenário de mudanças climáticas, incluindo o Super El Niño no campo. Algumas soluções e tecnologias existentes são o uso de sementes tolerantes à seca e irrigação otimizada por gotejamento reduz o uso de chuvas.
Além disso, o manejo de solo retém mais umidade natural e o plantio direto ajuda na conservação da água. É importante ainda diversificar as culturas, dividindo os riscos da propriedade e o monitoramento do clima deve ser diário para orientar as operações rurais – existem hoje tratores e maquinários com sistemas de Inteligência Artificial integrados que fornecem esses dados em tempo real.
Com esses dados em mãos, o produtor pode, por exemplo, evitar aplicar defensivos em dias de ventos fortes e os riscos de contaminação do solo e da água.
A COCRED como parceira na gestão de risco
Vimos que a tecnologia aumenta a produtividade e pode ser uma aliada diante dos desafios trazidos pelo Super El Niño. Na COCRED, os produtores rurais dispõe de crédito facilitado e taxas competitivas para investir em equipamentos ou insumos diferenciais.
Também contam com orientação de equipe – digital ou presencial em uma ampla rede de agências – para deixar em dia questões como capital de giro, reserva de emergência e seguro rural. Sabemos que o clima traz impacto para toda cadeia e é missão do cooperativismo fortalecer o campo em tempos difíceis.
Além disso, na sociedade de pessoas, o cooperado também é dono e recebe parte dos lucros gerados pelos produtos que utiliza, diferente de uma instituição financeira comum. Fale com um de nossos gerentes de relacionamento e proteja sua lavoura.
