Afinal, o que é ser sócio? Entenda os diferentes tipos

Afinal, o que é ser sócio? Entenda os diferentes tipos

Empreender em parceria com outras pessoas é um caminho bastante comum para quem quer ser dono de um negócio bem-sucedido e quer dividir o desafio. A co-participação em uma empresa ou corporação, entretanto, pode ter vários formatos e, antes de assumir uma porcentagem de uma firma, é preciso entender primeiro o que é ser sócio – e quais direitos e funções estão ligados a cada tipo de formação societária. 

Quando seu nome é inscrito como um dos responsáveis por um Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), você assume diante das esferas públicas, incluindo a Receita Federal, que divide lucros e riscos daquele empreendimento.

A COCRED sabe o peso dessa responsabilidade legal e todo potencial desse passo na vida dos cooperados. No guia a seguir, organizamos alguns conceitos que ajudam a entender melhor como funciona uma sociedade – e de que modo a posição no contrato afeta seu papel no dia a dia da organização. Confira!

O que faz um sócio?

De forma bem direta, um sócio é alguém que possui uma parte de uma organização. Essa pessoa une os seus esforços com outras para um fim comum em uma união que envolve desde  recursos financeiros até conhecimentos específicos e mão de obra para desenvolvimento do negócio.

Ser sócio significa compartilhar responsabilidades diariamente, dividindo os grandes riscos e as imensas conquistas. Essa relação exige confiança mútua constante de todas as partes e as regras precisam ser totalmente claras desde o primeiro dia de operação.

Esse combinado fica devidamente registrado em um documento oficial, o “contrato social”, base legal na qual será estabelecido o tipo de sociedade adotado pelo CNPJ. 

Vale lembrar que funcionários públicos, pessoas que já decretaram falência, estrangeiros e condenado por crimes específicos possuem restrições para formar empresas societárias. 

Antes de assinar um contrato, caba ainda verificar a situação do CPF de cada sócio no portal da RedeSim (Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios).

Os interessados na parceria devem acessar com suas contas Gov.br (nível prata ou ouro), ir ao menu “Minhas Empresas” (ou na área de “Consultas”)  e imprimir o relatório que mostra se há CNPJs ativos ou inativos vinculados àquele cadastro.

Os principais tipos de sociedade empresarial

O papel de cada sócio varia conforme a participação de cada um no capital e na gestão. Nem todo sócio atua da exata mesma maneira no dia a dia. Existem várias categorias muito diferentes disponíveis no mercado atual. 

Sócio-Administrador, por exemplo,  atua na gestão diária, gerenciando a operação. É ele quem toma todas as decisões vitais de curto e longo prazo.

 Já o Sócio-Investidor/Capitalista coloca recursos sem gerenciar diretamente. Uma versão deste subtipo é o Sócio-Cotista, que detém porcentagem ou ação sem se envolver na administração ou rotina da empresa – ele recebe parte proporcional dos lucros gerados mensalmente ou anualmente, sendo a sua responsabilidade legal totalmente limitada ao valor investido.

Os sócios também podem ser definidos como “Majoritário” e “Minoritário”, tomando por base o volume de cotas que cada um dispõe. Esse modelo atribui aos majoritários maior poder de decisão nas reuniões.

Quais são os direitos de um sócio?

Entrar para uma organização sempre traz várias garantias legais fundamentais. O direito primordial de um sócio é a participação direta nos lucros gerados. Se o negócio cresce no mercado, todos os envolvidos ganham juntos. A divisão de valores ocorre exatamente conforme o contrato formalizado anteriormente.

Outro ponto crucial é o amplo acesso à informação dos balanços. Todo sócio pode e deve verificar todas as contas periodicamente. A total transparência contábil é vital para a saúde da parceria a longo prazo. 

Sendo assim, ninguém deve ter informações essenciais ou financeiras escondidas sob nenhuma circunstância. Existe também o direito de retirada segura e tranquila da corporação. 

Se a parceria não fizer mais sentido para o profissional, a pessoa sai livremente. Esse processo segue regras claras de cada contrato estabelecido. Por isso, é muito importante ler absolutamente tudo antes de assinar os papéis.

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Cooperado, sócio em uma sociedade de pessoas

Todo conceito de sociedade muda radicalmente quando falamos de cooperativas. Nesse modelo o foco não é o capital, mas o negócio colaborativo. Ao tornar-se cooperado, uma pessoa se torna sócia de fato da instituição financeira e não um simples cliente, como ocorre em bancos tradicionais. 

No sistema cooperativo, além de obter melhores condições de crédito e investimento, os cooperados também recebem parte dos lucros. O sócio da cooperativa possui ainda voz ativa em todos os momentos decisivos.

Na COCRED, por exemplo, as grandes decisões financeiras são tomadas de forma conjunta, durante as assembleias nas quais cada voto de cada sócio tem rigorosamente o mesmo peso. 

A COCRED distribui ainda excelentes resultados anualmente a seus cooperados. Isso significa concretamente que as sobras dos ganhos voltam direto para o seu bolso. Quanto mais você usa as diversas soluções, maior é o seu retorno final. 

Trata-se de um ciclo positivo, transparente e justo para a sua família e empresa. Seja em um pequeno negócio regional ou em uma grande rede integrada, a sociedade de pessoas constrói realidades financeiras muito mais prósperas.

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